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Autor Júnior Barbosa Data 19/03/2021 11:33

"As Chiquititas" vão deixar saudades...

Time de Barueri fez temporada de superação. (
Foto: Igor Amorim)


Acabou a campanha do São Paulo/Barueri na Superliga feminina de vôlei. Depois de quase surpreender o Dentil/Praia Clube na abertura do confronto, no domingo, o time comandado por José Roberto Guimarães foi dominado pela poderosa equipe mineira, que levou a melhor por 3 a 0, com parciais de 25-16, 25-13 e 25-21, e fechou o confronto em dois jogos a zero.

Com uma das maiores folhas salariais da Superliga, a equipe de Uberlândia fez um competente estudo tático do adversário e simplesmente neutralizou todos os seus pontos fortes. Com uma estratégia de saque agressiva e muito bem executada, o Praia complicou a recepção do Tricolor, tornando difícil a missão da levantadora Kenya, incumbida de dar velocidade ao ataque da equipe paulista. Do outro lado, a experiente e competente levantadora Claudinha, do Praia, tinha o passe na mão e ficou bem à vontade pra distribuir o jogo entre suas fortíssimas atacantes, como Braylin Martinez (2,01m) e a campeã olímpica Fernanda Garay.

Com poucas válvulas de escape, Kenya recorreu bastante à central Diana, que correspondeu e anotou seis pontos no primeiro set. Todo esse esforço, no entanto, foi insuficiente para dar equilíbrio à partida na parcial inicial, que terminou em 25 a 16.

Pouca coisa mudou no segundo set. Barueri não cedeu nenhum ponto em erro para o adversário, mas o contra-ataque de Uberlândia, praticamente perfeito, fez toda a diferença. Nada menos do que 19 pontos mineiros foram anotados dessa forma, o que explica a facilidade com o que o time de Paulo Coco fechou a parcial, 25 a 13.

No terceiro set, Barueri conseguiu forçar um pouco mais o saque. Lorrayna e Jacke, que começaram a partida no banco, foram para a quadra. O bom bloqueio do Tricolor, uma das marcas da equipe, manteve o time no páreo: quatro pontos vieram daí, com destaque para Karina, muito competente na leitura de jogo, mesmo com seu 1,82m.

No entanto, Claudinha continuava inspirada, distribuindo bem as jogadas entre suas caras atacantes. O time mineiro abriu 23 a 17. Com muita luta, característica de sua jovem equipe, o São Paulo chegou a reduzir a desvantagem para 24 a 21, mas apenas conseguiu adiar um desfecho inevitável.

Sexto colocado na fase de classificação, Barueri encerra sua participação nessa mesma posição, repetindo também o resultado da primeira fase da Superliga do ano passado.

Com uma linha de passe primorosa, formada por três jogadoras que estão no top 10 da recepção (Nyeme, Maira e Karina), o São Paulo teve muitos momentos de brilho na campanha, jogando em alta velocidade, acionada pelas levantadoras Jacke e Kenya. Contando com ponteiras muito técnicas (Karina e Maira), centrais que foram revelações da competição (Lorena e Diana) e duas canhotas promissoras como opostas (Lorrayna e Kisy), o Tricolor superou elencos bem mais caros e estrelados no returno, como os de Osasco São Cristóvão Saúde, SESC-RJ Flamengo e Sesi Vôlei/Bauru, arrancando elogios de boa parte dos comentaristas de TV e de treinadores de outras equipes, deixando imagem extremamente positiva. Fica a sensação de que, com Zé Roberto no banco e muito talento jovem em quadra, a equipe pode voar ainda mais alto se puder contar com mais suporte de patrocínio.

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